17.7.14

O fator Angelina Jolie / The Angelina Jolie factor


Seguindo o resultado da pesquisa que eu fiz (valeu, galera, pela participação) vai aqui mais um visu. Essa saia, confesso, comprei depois daquele escandalo da Angelina Jolie com as pernoca de fora. E se ela, que é puro esqueleto, ficou bonita naquela saia, eu tinha certeza que eu, com bastante "carne", ficaria bem também. E fiquei feliz com o resultado. Gosto que ela é um tanto "amassada" porque foge do óbvio, mas só pra ter opções, comprei também uma parecida mas toda lisona. Já deu pra perceber que sou fã de saias mais longas, né?


I confess that I shopped for this skirt after that Angelina Jolie episode sticking her leg out. And I figured that if it looked good on her who's so skinny, it might as well look good on me and all my extra "fluffliness", and I gotta say I'm quite pleased. I like the "crumpled" look this skirt has, but just for the sake of having options, I have also purchased a similar straight, classic-looking maxi skirt. I guess you can tell I'm a fan of longer skirts, can't you?

blusa e saia: Totem



13.7.14

Viaje para valorizar seu país




Pra levantar a moral do nosso país depois dessa copa infeliz, resolvi falar de Savannah. O lugar fica no litoral do estado da Georgia nos Estados Unidos e é super charmoso. Mas quando voltei ao Brasil, não pude deixar de comparar Savannah com as nossas praias e o nosso litoral. E damos de 10 a O. Não que Savannah seja feia, não é. É linda demais! Mas ainda mais linda é a praia brasileira, não é verdade? E não precisa falar mal de ninguém. A praia deles tem o charme deles, e a nossa praia tem o nosso charme, mas se eu tivesse que escolher uma praia pra frequentar, escolheria a nossa. E vocês?




9.7.14

Saias médias retrô / A-line Skirts

Vamos confessar: às vezes rola aquela preguiça de montar um look. Aí você está afim de alguma coisa confortável mas que ainda fique bonito. Nessas horas corro para blusas cropped, principalmente de moletom, como essa. Mas aí o look fica meio desleixado e a calça jeans já parece básica demais, então  corro para as saias médias de cintura alta. Amo essas saias devido ao movimento que elas tem, inusitadas, o fato de ser cintura alta, só contribuem para dar uma classe naquele visu que seria total básico e sem graça. E ainda disfarça as gordurinhas. Elegância sem esforço que ainda rende alguns elogios dazamiga!


Sometimes I don't feel like going through all the trouble of dressing up and putting an outfit together. Sometimes it's too time consuming. Sometimes I just want comfort but still something that will look pretty. That's when I go for cropped tops made of some comfortable fabric that I know will look totally sloppy unless I do something about it. Then the A-line skirt comes in. Love the movement they have and since they're high-waisted, they add a sense of class to otherwise what would be a basic and boring look. Effortless elegance, my friends!



saia: Totem; blusa: Cantão; sapato: Santa Lolla; pulseira: Cantão

4.7.14

DIY: Piñata

Como professora, constantemente preciso bolar idéias para deixar os aluninhos vidrados na aulinha de inglês. Um belo dia, um aluno desses que adora inventar moda, falou:
"Professora, por que naõ fazemos uma atividade com uma piñata?"


A turma toda gostou da história, e como não sou professora de ficar pra trás, resolvi abraçar a idéia.



Se você é professor também, tem primos, afilhados, irmãos crianças ou simplesmente não tem absolutamente nada pra fazer, vem comigo:


Primeira coisa é pegar uma bexiga dessas grandonas e enchê-la normalmente.


Depois precisamos fazer uma mistura de farinha de trigo com água. E aí você parte vários pedaços de jornal e joga na bacia. Essa mistura de farinha de trigo com água servirá como cola.


Depois disso, é só ir colando as tiras de jornal na piñata até cobri-la completamente. Três camadas é o número ideal. Lembre de deixar secar entre uma camada e outra. Eu cheguei até a fazer quatro camadas, mas aí ficou difícil pra as crianças estourarem a piñata.


No "bico" da bexiga, não coloque jornal, será por onde entrará os doces. Deixe um espaço tipo esse mostrado na foto sem cobrir. Quando a piñata estiver completamente seca, você perceberá que ela também estará bem durinha. Está na hora de estourar (isso mesmo, pegue um agulha e estoure sem piedade) a bexiga.


Então você fará dois furinhos, um em cada lado da abertura da piñata igual essa edição tosca que fiz nessa foto. Aí você pega o barbante e atravessa os furinhos. Será esse barbante que você vai usar pra prender a piñata aonde você quiser. Coloque os doces dentro da piñata e sele o buraco com papel ofício ou com as tiras de jornal que você tem usado. Depois é só pintar a piñata do jeito que você quiser!


Eu resolvi pintar de marrom e fazer um porquinho. E aí foi pura diversão para os pimpolhos! Dá até uma dor no peito de ver a piñata destroçada depois de tanto trabalho...

29.6.14

New York

5 minúcias sobre Nova York / 5 New York Minutiae


Nesse último post sobre Nova York (confira os outros posts sobre a cidade aqui) resolvi falar das minúcias (tópico que amo!) sobre Nova York. E pra não deixar de tocar no assunto Copa do Mundo, segue uma curiosidade sobre Nova York durante essa Copa: devido ao bom desempenho dos EUA na Copa, muitos americanos tem se interessado mais pelo esporte, ao ponto que o prefeito de Nova York deu duas horas de almoço para os funcionários públicos no último jogo que rolou dos EUA, contra a Alemanha, jogo que aconteceu durante o horário de almoço americano. Conclusão: ser funcionário público é bom em qualquer lugar, não é, minha gente?


On this last post about New York (check the other posts about the Big Apple here) I decided to point out some minutiae (a topic I love) I found around in the city. And since it's the World Cup, here's a World Cup curiosity involving New York: because the United Sates has been having such a good run on the World Cup, many Americans have turned their attention to football to the point that the mayor of New York decided to give public workers two hours for lunch during the last game the US had against Germany. The conclusion being it's nice to be a public worker anywhere! :)

esse restaurante em Brooklyn tinha o formato daqueles trailers americanos suburbanos / this Brooklyn restaurant was similar to those trailers very typical of the Unites States

esse albergue de Brooklyn é super espaçoso e lembra aqueles lofts industriais típicos de cidades grandes / this hostel in Brooklyn is super spacious and reminds you of those industrial lofts so typical of the United States 

ali estava aqueles caminhoezinhos de sorvete que tanto vemos nos filmes! / there it was those ice cream buses we see so often in the movies!

na Times Squares é muito comum ver as paredes cheias de atrações da Broadway! Nada mais Nova York do que isso! / while in Times Square it's very common to see walls ful of Broadway's coming attractions. Nothing more New York than that!

para quem gosta de filme, esse restaurante participou do filme Plano B, com a Jennifer Lopez, lembra? / for movie lovers, this restaurant was featured in The Back-up Plan, a Jennifer Lopez movie

24.6.14

O que tem de fantástico na Copa do Mundo não é o futebol / What's amazing about the World Cup isn't football

 
amigas queridas da Inglaterra / dear friends from England

Com essa história de copa do mundo, queria postar alguma coisa conectada com o tema mas que não fugisse da proposta do blog. Pensei nas oportunidades de conhecer outras culturas que a copa está nos dando. Me lembrei de um rapaz que uma vez conheci (ele era casado gente, sem interesses aí!). Ele tinha nascido na antiga Iugoslávia.

o Giuseppe é italiano, a Ana é espanhola e a Miki, da China / Giuseppe is Italian, Ana is Spanish, and Miki is from China

Como a Iugoslávia não existe mais - confusões políticas complexas demais para o meu cérebro - tomei coragem e perguntei se ele se considerava "iugoslavo" em um mundo onde tal país não existia mais. Ele respondeu em inglès com uma certa impaciência no rosto e um sotaque arrastado: "Ora, me considero um cidadão do mundo e ponto final". Na época me senti mal por ele. Afinal, ele não tinha mais uma pátria para chamar de lar. Mas com o passar do tempo, comecei a compreender esse meu amigo, cidadão do mundo.

William é um cara muito legal da Indonésia / William is a very nice guy from Indonesia

Uma das minhas grandes paixões é de me relacionar com pessoas de outras culturas. Te ajuda a trazer o ponto de interrogação a cabeça. Te ajuda a pensar que não, não existe só a sua forma de olhar o mundo e realizar tarefas. Existem outras formas. Existem outros meios. Te ajuda a questionar quem você é e quem você quer ser. Te coloca sempre na fronteira entre quem você era e quem você pode ser amanhã depois dessa interação com alguém diferente. Te força a manter a cabeça aberta. Te faz questionar sua cultura, amá-la ou odiá-la. Tira o narcissismo do coração e implanta o companheirismo. Te lembra que você não está só no mundo. Te faz perceber que existe lugares melhores, ou que você não está tão na merda assim.

Whitney é americana, Becky é irlandesa e Avril é de Trinidade e Tobago / Whitney is American, Becky is Irish and Avril is from Trinidad y Tobago

Já  conheci muitas pessoas de muitas partes do mundo. Algumas com alguns pontos em comum, e outras, nada a ver comigo. Mas todas me acrescentaram e me fizeram quem eu sou. Hoje sou extramente ciente da minha brasilidade e dos meus estrangeirismos, e não me preocupo em me aproximar de nenhum dos dois lados, afinal, somos seres híbridos, mutantes, vivendo em fronteiras. E se tivermos sorte, cidadãos do mundo, assim como meu amigo da Iugoslávia.





Chiara é italiana, Dani e Ana são espanholas, Maricela é mexicana, Seámas é irlandês e Maya é libanesa / Chiara is Italian, Dani and Ana are Spanish, Maricela is Mexican and Maya is Libanese

With the World Cup going on, I wanted to post something connected to it, but that wouldn't escape this blog's philosophy. I got to thinking about all the opportunities I've had of meeting other cultures during the World Cup. It made me remember this guy I met once (easy, ladies, he was married!). He had been born inYugoslavia, but that country no longer exists nowadays (due to political issues too complicated for this Brazilian brain) so I took the courage to ask him if he considered himself "yugoslavian" even though that country didn't exist anymore. He answered in English, with an impatient look on his face and an eastern European accent: "well, I consider myself a citizen of the world, of course". At the time I felt bad for him after all, he didn't have a country to call home. But as time went by I started to understand him. 


Christelle é canadense, Melita é croata e Nissa é iraniana / Christelle is Canadian, Melita is Croatian and Nissa is from Iran

One of my biggest passions is to connect with people from other cultures. It brings a question mark to your head. It helps you think that no, there isn't only your way to look at the world and accomplish tasks. There are other ways, other meanings. It helps you question who you are and who you want to be. It places you on the boundaries of who you were and who you can be tomorrow after interacting with individuals from other cultures. It helps you be open-minded. It makes you question your culture, it makes you love it or hate it. It brings out and off the narcisscism of you and it brings in the feeling of fellowship. It reminds you that you're not alone in the world. It makes you realize that there are better places out there, or that you're not in such a crappy place as you had thought. 

Chiara é italiana, Keiko é japonesa, Ayla é de Istambul e Thuraya é de Omã / Chiara is Italian, Keiko is Japanese, Ayla is from Istanbul and Thuraya is from Oman

I've met many people form all over the world. With some I shared characteristics in common, and with others I didn't. But they all brought something to the table and made me who I am. Today I'm totally aware of my "Brazilianess" and my "foreigness", and quite frankly I don't worry about getting too close to neither side. After all, we're all hybrid beings, mutants, living right on the boarder. And, if we're luck, we're citizens of the world, just like my friend from Yugoslavia.